terça-feira, 30 de setembro de 2014

Personalidade do Mês: Greta Garbo

por Matheus Braz



A coluna Personalidade do mês em setembro traz uma das atrizes mais importantes da Hollywood das décadas de 20 e 30. Eleita pelo Instituto Americano de Cinema como a quinta maior lenda da história da sétima arte, com sua instintiva e consciente fotogenia, talento, beleza e indiferença em relação à opinião pública (concedeu ao longo de sua vida somente 14 entrevistas!) Greta Garbo fez-se única na história do cinema. 
Nascida em Estocolmo, Suécia, em 18 de setembro de 1905, Greta Lovisa Gustafsson, na juventude, foi balconista e modelo. Interpretou seu primeiro papel no filme Pedro, o vadio (1922). Entre 1922 e 1924, quando estudava no Real Teatro Dramático, conheceu Mauritz Stiller, que a batizou com o nome artístico de Greta Garbo e ensinou-lhe técnicas de interpretação e também lhe deu um papel importante em A saga de Gösta Berling (1924).
Em 1925 foi com Stiller para os Estados Unidos, onde estrelou a maior parte de seus filmes. Com o galã John Gilbert, formou uma dupla cujo romance foi muito alardeado. Das 24 produções de Hollywood de que participou (10 no cinema mudo e 14 sonoras), as que garantiram a Greta maior prestígio foram Laranjais em flor (1926), A carne e o diabo (1927), Orquídeas silvestres (1929), O beijo (1929), Anna Christie (1930), Mata Hari (1932), Grand Hotel (1932), Rainha Cristina (1933), Anna Karenina (1935), A dama das camélias (1936) e Ninotchka (1939).

Fortemente abalada pelas duras críticas negativas que o filme Duas Vezes Meu (1941) recebeu nos meios de comunicação e desiludida com o mundo devido à Segunda Guerra Mundial, Greta Garbo trocou, aos 36 anos, Hollywood, por uma vida reclusa em Nova York. Em 1954 recebeu um Oscar especial, por seus memoráveis desempenhos. Morreu em Nova York, em 15 de abril de 1990.

Referências
BARSA, Grande Enciclopédia, 3. ed., São Paulo: Barsa Planeta Internacional Ltda., 2004. p. 9-10
 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Miliopã com Gengibirra: Seriado da vez...

por Liz



Elementary foi escrito e criado por Robert Doherty para o canal CBS. Estrelada por Johnny Lee Miller (Trainspotting, Aeon Flux e Eli Stone) como Sherlock Holmes e Lucy Liu (As Panteras, Kill Bill e Ally McBeal) no papel da doutora Joan Watson. A première da série ocorreu em 2012, e a segunda temporada iniciou em outubro de 2013.

A série oferece uma visão nova da já tão conhecida história do detetive. Nela, Holmes, antigo consultor da Scotland Yard e em recuperação de seu vício em cocaína, auxilía o Departamento de Polícia de Nova Iorque a solucionar crimes. Ele é acompanhado por Joan Watson, uma ex-cirurgiã que inicialmente age como sua companheira sóbria contratada pelo pai de Sherlock para auxiliar em sua reabilitação. Eventualmente ela acaba virando uma aprendiz de Holmes.

Um outro twist da série é o arqui-inimigo de Holmes, o professor James Moriarty, ser, na verdade, Jamie Moriarty/Irene Adler (interpretada pela magnífica Natalie Dormer, de Game of Thrones, The Tudors e Jogos Vorazes - A Esperança).

Elementary ainda elevou o relacionamento entre Holmes e Watson a outro patamar, partindo do bromance já muito conhecido e explorado nas diversas mídias para uma tensão sexual (em grande parte devido à “química” entre os atores), apesar de ser dito em diversas ocasiões que um romance entre os dois não acontecerá.

A série conta com duas temporadas atualmente, cada uma com 24 episódios e já foi renovada para uma terceira, com estreia planejada ainda para 2014, causando burburinhos sobre a possibilidade de ser renovada para uma quarta temporada.


Ficha técnica Elementary
Gênero: Crime/Drama
Canal de exibição: CBS
Canal de exibição no Brasil: Universal Channel
Data de estréia nos EUA: 27 de setembro de 2012
Data de estréia no Brasil: 25 de outubro de 2012
Temporadas: 2 e renovada para uma terceira
Informações sobre a série, resenha e sinopse: TV.com 
Mais informações: Omelete e IMDB

Trailer legendado



Abertura da série

sábado, 13 de setembro de 2014

Tubo 5: Livros prum fim de semana chuvoso

por Pri e Matheus


Aqui em Curitiba é inevitável, quase sempre os fins de semana são chuvosos. Às vezes, para ajudar, não há nada mais para fazer, ficar apenas em frente à TV ou do computador é muito tedioso. Foi pensando em fins de semanas chatos, que indicamos 5 livros para serem lidos rapidinho, e que com certeza fará de seu sábado e domingo mais proveitosos.

  • A Megera Domada - Shakespeare
Para começar, uma comédia leve. Quem não conhece a famosa história de uma garota amarga (Catarina) que não pensa de forma alguma se submeter aos homens, como era de praxe naquela época? Catarina é uma mulher, digamos, bem feminista! Com seu jeito ácido, afasta todos os pretendentes, o que deixa sua irmã mais nova, Bianca, em desespero, pois esta só poderá casar tão logo aquela case. E então, o resto vocês já sabem o que vai acontecer. Mesmo uma história batida, que a Globo fez questão em referenciar desgraçadamente, a melhor versão cinematográfica (em nossa opinião) foi 10 coisas que odeio em você!
A obra de Shakespeare (como sempre) é cheia de reviravoltas, em que discute amor e casamento, tornando a obra atual até hoje.

  • Um Inimigo do Povo - Ibsen
Esta obra também é uma peça, e embora seja um tema mais crítico que a obra anterior, de fato é uma leitura rápida, mas não menos valorosa.
A história se passa em uma pequena cidade da Noruega, em que o Dr. Stockmann é um médico que questiona algumas coisas que ocorrem no local. Esse choque de opinião, torna o doutor alvo da mesquinharia de toda a comunidade, então, o homem que era para ser considerado um salvador, passa a ser O Inimigo. Ibsen possui característica muito marcantes, e esta obra trata sobre as contradições humanas e a falência do indivíduo diante da unanimidade.

  • Pagador de Promessas - Dias Gomes
Em nossa lista mais uma obra em forma de peça teatral. Nesta obra, Dias Gomes narra o emocionante calvário do simplório Zé do Burro, que para cumprir a promessa feita a Iansan, a quem pediu pela cura de seu burro, divide seu único bem de valor (seu sítio) entre os lavradores pobres e se dispõe a andar 7 léguas carregando uma pesada cruz de madeira, a fim de deixá-la no interior da igreja de Santa Bárbara, em Salvador.
Por Iansan não ser um mito cristão, as autoridades católicas se opõem com a entrada do "herói" no sagrado recinto. Contudo, Zé do Burro mantém-se firme em sua promessa. Por causa de sua obstinação e fé, o desfecho da história é dos mais empolgantes do teatro contemporâneo, sendo referência inclusive universal. O Pagador de Promessas: serviu de tema ao filme do mesmo título, ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1962.

  • Tocaia Grande - Jorge Amado
Apesar de ser um livro de suas mais de 400 páginas, realmente li em um fim de semana. A narrativa de Jorge Amado é muito envolvente, parece que nos transportamos para dentro do livro, bem como a presença de personagens muito bem definidos, fortes, independentes e alguns muito solitários. 
A história de Tocaia Grande fala a respeito da formação de uma cidade nordestina no início do século XX, marcada pela violência e disputa de terras.
Com a prosa leve e bem-humorada de sempre, Jorge Amado relata a união profunda e os laços de afeto que se desenvolvem entre os habitantes de Tocaia Grande, e que serão responsáveis pelo crescimento do povoado e por sua resistência à pressão da Igreja e do poder político-econômico para se enquadrar no sistema coronelista.

  • Cenas Londrinas - Virgínia Woolf
Obra póstuma, que faz uma compilação de seis crônicas (uma delas descoberta somente em 2005, na biblioteca da Universidade de Sussex, e nunca antes publicada em livro), nas quais Virginia Woolf confirma sua paixão por Londres.
Aquele clima sempre cinzento e úmido, os transeuntes, grandes personalidades, as comparações inteligentes, o ponto de vista prático, nos transporta para as ruas londrinas muito facilmente. Isto é, voltamos no tempo e passeamos por uma Londres dos anos 30, sendo guiados por uma das mais talentosas escritoras.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Resenha: Bridget Jones - Louca pelo garoto

por Mee



Obra escolhida para o Desafio Literário de agosto: título que contenha nome próprio
Autor: Helen Fielding
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2013
páginas: 432
 
 
 
Meu livro do mês de agosto para o tema “um livro que contenha um nome próprio no título” foi “Bridget Jones – Louca pelo Garoto” e eu fiquei tão decepcionada com o livro que demorei mais de mês para concluí-lo, e mais ainda, para resenhá-lo.

Este volume narra 14 anos após os acontecimentos do último livro. Bridget continua tão maluca quanto antes, porém ,viúva e, sim, isso foi um balde de água fria e só sabemos no meio do livro o que aconteceu com Mark, e além de crises com os horários da babá, ela tem que cuidar dos seus dois filhos pequenos.
O ponto alto do livro são os diálogos com o professor linha dura do colégio: ele a deixa intimidada, principalmente nas horas em que consegue domar as crianças com poucas palavras e movimentos, e ela claramente não consegue.
A parte baixa é todo o resto: a neura em relação ao namorado 30 anos mais novo, diálogos cansativos, a guerra com a balança, as reuniões com produtores do filme que ela estava escrevendo e ser completamente atrapalhada, como se os anos que passou com Mark não tivessem valido nada, exceto por alguns melodramas, achei que Bridget ficou muito rasa, ela poderia ter amadurecido e ter continuado com a língua afiada e divertida no diário e no Twitter.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Resenha: Em busca de WondLa

por Evelin Shamps

Desafio Literário do mês de agosto: Nome próprio no título
Autor: Tony Diterlizzi
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
páginas: 398



 Em busca de WondLa conta a história de Eva Nove, uma garota de 12 anos que mora em um santuário subterrâneo, que é invadido por um caçador que a persegue pelos confins do mundo. Ela foge junto com sua mãe de criação, uma robô criada apenas para educar Eva.
Elas nunca haviam estado na superfície, e quando saem, deparam-se com um mundo novo, que não constava em seus registros. No meio da fuga, elas conhecem Andrílio, um habitante do mundo que as acompanha em sua jornada.

Esse livro é extremamente empolgante, as ilustrações são feitas pelo próprio autor, o que faz com o leitor tenha a mesma imagem que o autor imaginou (ele ilustrou também as Crônicas de Spiderwick), e seu desfecho é surpreendente, deixando o leitor de boca aberta.
 
O autor usa muitas palavras criadas para auxiliar a narrativa, como 'varabum' ou 'casacolete'.


Essa série é uma trilogia (Em busca de WondLa, Um herói para WondLa e A batalha de WondLa), sendo que o último ainda não foi lançado em português.
Esse livro tem um recurso de mídia que ajuda a visualizar o mundo de Orbona, basta você ligar a webcam no site do livro e posicionar os desenhos especiais que tem no livro, fazendo isso você abre um mapa virtual em 3D e com sons, mostrando por onde Eva e seus amigos passam; além de joguinhos que são controlados pelos desenhos do livro.

Não dá para saber se a palavra WondLa é realmente um nome próprio ou nome de um lugar, mas arrisquei mesmo assim.



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Resenha: Quem é você, Alasca?

por Giselle Lupepsa

Obra escolhida para o Desafio Literário, mês de agosto: Título que contenha nome próprio
Autor: John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Ano: 2010
Páginas: 229




Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".
O primeiro livro de John Green, Quem é Você, Alasca? é dividido em duas partes: antes e depois. Essa divisão e os capítulos que começam com quantos dias antes (e depois) dão um ar de suspense a história. Mesmo quando Gordo está curtindo a vida em Culver Creek, você fica na expectativa porque é tão claro que alguma coisa vai mudar tudo na segunda parte do livro. 

Na verdade, eu gostei principalmente da segunda parte do livro onde um acontecimento meio inesperado afeta vários personagens. Não posso contar nada dessa parte porque seria um super spoiler.

Eu só queria que a história em geral não fosse tão dependente do clichê da garota linda meio maluca que deixa todos os garotos ao seu redor apaixonados. No final, Quem é Você, Alasca? é apenas mais um livro adolescente divertido, mas nada memorável.